A região
O vinho vem de Espírito Santo do Pinhal, no interior de São Paulo, na divisa com Minas Gerais — a cerca de 200km da capital paulista. É uma região de altitude, entre 800 e 1.300 metros, e o grande diferencial da vinícola é a viticultura de inverno: a colheita acontece no inverno brasileiro, quando o clima é mais seco e frio, uma técnica ainda incomum no Brasil.
A vinícola
A Guaspari nasceu da transformação de uma antiga fazenda de café em vinícola, no início dos anos 2000. As primeiras videiras foram plantadas em 2006, com mudas francesas escolhidas para o terroir da região. O primeiro vinho saiu em 2008, de forma artesanal — apenas 30 garrafas. Hoje a propriedade tem cerca de 50 hectares de uva, além de café e oliveira.
O vinho
Vale da Pedra é 100% Syrah — a mesma uva em todas as safras da linha, o que torna a vertical um exercício puro de comparar o efeito do tempo e da safra, sem variação de casta. Cor rubi intenso, perfil de frutas negras e vermelhas maduras, chocolate e especiarias (pimenta, cravo), taninos maduros, boa acidez e final longo. Vinhedo nas glebas Vista do Vale, Vista da Pedra, Vista da Araucária/Vista da Mata e Vista d'Água, a 1.177 metros de altitude.
As quatro safras
Provamos 2016, 2017, 2018 e 2022 lado a lado, às cegas.
2016
14% de álcool · 9 meses em carvalho francês
Prata no Syrah du Monde 2018 e Bronze no Decanter World Wine Awards 2018.
2017
14% de álcool · 10 meses em carvalho francês
Colheita de inverno seco após um outono ameno, com bom equilíbrio entre açúcar e acidez. Prata no Syrah du Monde 2019, Prata no Decanter 2019, 91 pontos no Guia Adega 2018/19 e 91 pontos no Descorchados 2019.
2018
14% de álcool · 7 meses em carvalho francês
A safra com menos passagem por madeira das quatro, de um inverno mais ameno que a média da região. Bronze no Decanter 2020, 90 pontos no Guia Adega 2020 e Grand Gold no Wines of Brazil Awards.
2022
15% de álcool · 16 meses em carvalho francês
A mais jovem das quatro — mas também a mais alcoólica e a que mais tempo passou em carvalho, quase o dobro das outras. Um inverno de colheita seco e muito frio deu uvas mais concentradas. O resultado é um vinho que engana: nasceu por último, mas pode parecer o mais maduro e estruturado da mesa.
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